O trabalho dignifica o homem?
Por Julio Cezar em 8/abr/2008 em Busca da Felicidade, Dinheiro, Sucesso
"Maldito é o solo por causa de ti! Com o sofrimento dele te nutrirás todos os dias da tua vida. Com o suor do teu rosto comerás teu pão, até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás." (Gen, 3:17-9)

De acordo com a visão religiosa ocidental, a preguiça é um dos sete pecados capitais. Ao perderem o paraíso, Adão e Eva são condenados pela divindade a um terrível destino: o sofrimento do trabalho. Por isso, a humanidade inteira, filhos de Adão e Eva, estarão pecando sempre que se entregarem ao "dolce far niente".
O trabalho, então, não é uma escolha do livre-arbítrio humano, mas sim um castigo divino. Seria, então, uma desonra?
"Se trabalhar fosse sinonimo de riqueza, jumento era multimilhonario!" (Sabedoria popular)
A palavra latina que dá origem à nossa palavra "trabalho" é tripalium, um instrumento de tortura. E labor, em latim, significa esforço penoso, dobrar-se sob o peso de uma carga, dor, sofrimento e fadiga.
Nas sociedades antigas e escravagistas, o trabalho era visto como algo vil, desonroso e degradante. Poetas gregos e romanos não se cansavam de proclamar as virtudes do ócio como um valor indispensável para uma vida livre e feliz. O nobre era exercitar-se nas atividades políticas, espirituais – letras, artes e ciências, físicas – dança, ginástica e arte militar. O trabalho era visto como algo que devia ser feito por escravos ou homens livres e pobres. Em Roma, estes últimos eram chamados de humiliores, humildes ou inferiores, em contrapartida aos honestiores, homens bons, porque eram livres, tinham posses e dominavam a guerra e a política. Nas sociedades grega e romana, não existia a palavra "trabalho". As palavras ergon (grego) e opus (latim) referem-se às obras produzidas e não a atividade de produzí-las. A qualidade do que era produzido não estava relacionada ao trabalho de produzir, mas a uma avaliação feita pelo usuário final do produto final.
Não precisamos retornar muitos anos na história da humanidade para saber que o conceito antigo não mudou nenhum pouco. Ainda hoje, contamos com duas classes de pessoas: os humiliores e os honestiores. Os primeiros são os escravos que vendem seu tempo por qualquer coisa que garanta um pouco de comida na mesa e suas necessidades básicas de sobrevivência, como saúde, moradia, uma educação básica e a possibilidade de pagar pelo circo que os entretém. Os honestiores são os encarregados de pensar, criar estratégias, fazer as leis, a política e tudo o que for necessário para manter o "status quo" e, claro, criar possibilidades, ainda que remotas, que humiliores um dia possam tornar-se honestiores.
Mas como poderiam humiliores tornarem-se honestiores?
Em primeiro lugar, humiliores devem despir-se das armadilhas religiosas de que só o trabalho dignifica. "O mundo chegou a um estado lamentável, pelo visto. Porque se puxarmos um pouco pela memória, vamos lembrar que o ócio já produziu a melhor parte do conhecimento nos séculos anteriores à revolução industrial. Montesquieu não dava expediente em um escritório." (Rafel Galvão em Pobres meninos ricos e a ética protestante do trabalho)
Ao nos libertarmos dessas armadilhas, poderemos ver que as pessoas que detém 80% de toda a riqueza do mundo, ou seja, o topo da cadeia alimentar, não são os que honraram o castigo divino, mas aqueles que foram inteligentes, que souberam usar sua mente para produzir riquezas, para si e para o mundo.
Bill Gates nunca pegou no cabo de uma enxada. Concordo que ele tenha, talvez, passaso algumas noites em claro na frente de um teclado de computador, no início da sua carreira. Mas eu não conheço ninguém que tenha amealhado algo perto da sua fortuna segurando no cabo de uma enxada. Se você estudar um pouco da vida de cada milionário que ouvir falar, verá que a única coisa que ele não tem em comum com os pobres humiliores é o trabalho. Os milionários pensam, criam, criam e criam oportunidades, possibilidades, alternativas, novos caminhos, ou mesmo trilham velhos caminhos com novas perspectivas, mas nunca pegam no cabo da picareta.
O que os diferenciam dos humiliores? Todos têm dois pés, duas pernas, dois braços, duas mãos, um coração, uma cabeça e dentro dessa cabeça têm massa encefálica! Apesar de muitos milionários e multi-milionários terem tido as mesmas limitações e dificuldades iniciais que qualquer um tem, eles usam muito aquela massa encefálica, queixam-se pouco das dificuldades e aproveitam melhor o seu tempo criando e criando oportunidades. Os que se mantém humiliores durante toda uma vida, esperando ganhar na loteria, ou que caia um pote de ouro no seu colo depois de voltarem de um culto de 318 pastores, simplesmente esperam, ou esperam que algum governante melhore sua vida, melhore seu salário, crie possibilidades de ficar rico sem que seja necessário usar nenhum pouco daquela massa encefálica.
Você já reparou que existem pessoas que mesmo que passem grandes crises, em alguns meses elas estão completamente recuperadas? Ser um vencedor não significa que você nunca vai perder, significa apenas que mesmo que seja derrotado em algumas batalhas ou armadilhas, no final você sempre vence. Ser um loser, um perdedor, não significa que você sempre vai perder, significa apenas que mesmo que ganhe algumas vezes, no final você sempre vai perder.
Se você acha que "é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus", ou que só o trabalho dignifica o homem, talvez você seja um perdedor. Se você acha que pode ficar rico colecionando moedas antigas, ou revistas antigas, talvez você seja um vencedor.







Descordo completamente desse texto, que em si tem um teor totalmente preconceituoso e ariano, termos q definem pessoas como superiores ou inferios e que em nada tem av com trabalho, faz afirmacoes como se ricos nao pudessem ser cristaos e cristaos jamais fossem ricos, acho limitado esse conceito, pq grandes milionarios e bem sucedidos sao pessoas influentes e CRISTAS, exemplo o jogador de futibol kaka, outro Silvio Santos que eh Judeu, o escritor Augusto Cury, cristao, o primeiro presidente dos Estados Unidos Abran Linconl (Cristao protestante)… a biblia mesmo no novo testamente relata pessoas prosperas e ricas no q fizeram, veja a historia de salomao!
afora que nhm enriquece em casa pensando e criando se nao tiver um iniciativa, nao partir pra execusaum, nao trabalhar suas ideias… enfim acho sim, que o trabalho dignifica o homem e q pobreza em nada tem av com religao, eh uma questao cultural e de conhecimentos!
Paulo Henrique | 10/mai/2008 | Responder
corrigindo – a biblia no velho testamento (e nao no novo)!
Paulo Henrique | 10/mai/2008 | Responder
Achei o artigo excelente mas discordo do final pois o trabalho é algo dignificador, não trabalhar e viver no ócio que é repugnante !
E citando sabedoria popular: “Deus ajuda a quem cedo madruga”
Liverig | 17/mai/2008 | Responder
Olá a todos!!
Concordo com o Paulo Henrique, o trabalho não só dignifica como abrem inúmeras oportunidades para o crescimento profissional e pessoal também..Pq não???
Fato curioso, é que se o trabalho não dignifica…pq tem um anúncio do CATHO nessa página???….rsrrs
A prosperidade, a abundância está ao alcance de todos, mas é necessário que as pessoas sintam interesse por esse assunto…e daà comecem a pensar diferente…e modifiquem o comportamento.
Outro ditado popular…” O ócio é morada do diabo” ou “cabeça vazia é morada do diabo”
Parabéns pelo site!!
Bárbara | 26/nov/2008 | Responder
O TRABALHO É GARANTIA DE DIGNIDADE???
DEPENDE DO TRABALHO E DEPENDE TAMBÉM DO HOMEM.
TRABALHO NÃO SIGNIFICA, NECESSÃRIAMENTE PEGAR NO CABO DE UMA PICARETA, EMBAIXO DE UM SOL DE 30 GRAUS COM UMA ROUPA QUENTE DE OPERÃRIO. OU SEJA, O TRABALHO NÃO É APENAS BRAÇAL, PODE SER TAMBÉM INTELECTUAL.
NO ENTANTO NÃO CONCORDO MUITO COM JULIO CESAR
A FRASE ” É MAIS FACIL UM CAMELO PASSAR PELO FUNDO DE UMA AGULHA DO QUE ENTRAR NO REINO DO CÉUS” É BEM SÃBIA, UMA VEZ QUE A CONCENTRAÇÃO DE RENDA, INEVITAVELMENTE, GERA DESIGUALDADE SOCIAL.
Fernanda Máximo | 5/mai/2009 | Responder
Fernanda, obrigado pelo seu comentário. Sou obrigado, no entanto, a discordar do seu pensamento. Não é pelas posses de uma pessoa que podemos definir se ela é boa ou má e “merece o reino dos céus”.
O que gera desigualdade social não é o fato de uns terem muito e outros terem pouco, mas a falta de oportunidades dos que têm pouco, que os impede de terem mais. Às vezes, no entanto, as oportunidades existem, mas as pessoas acostumaram-se com a pobreza que não conseguem enxergá-las, ou por falta de uma educação adequada, ou pq simplesmente não querem sair da zona de conforto, em que precisarão mudar aspectos da sua vida. Acredite, muitas pessoas não lutam pela riqueza simplesmente pq o padre ou o pastor repetem essa frase à exaustão, e elas acreditam que se tiverem dinheiro não receberão a salvação dos deuses, seja lá no que elas acreditam.
Quanto melhor a educação, não só a formal, mas a educação familiar, a educação empreendedora, melhor a distribuição de renda. Mas é preciso fechar os ouvidos para aqueles que insistem em lhe mostrar que é melhor assim, é preciso fechar os ouvidos para os gurus, para os mestres, padres, pastores, que, eles sim, querem que você continue dependendo deles para ter um pouco de paz espiritual, enquanto os próprios continuam enriquecendo à s custas do seu dÃzimo.
Julio Cezar | 5/mai/2009 | Responder
ESCOLHAS O TRABALHO DE QUE GOSTAS E NÃO TERÃS DE TRABALHAR POR UM ÚNICO DIA EM TUA VIDA . proverbio de um autor desconhecido .
Julio Cezar , as vezes eu mim achava ” o doido ” , por ser o único a ver este ” modelo de pensar ” e ver as coisa que os nossos lideres religiosos e ate mesmo professores nos pregam quando criança .
Pensamentos limitantes , bom para criar pessoas deprimidas e lamentadoras pelo restos de sua vida , sempre a espera de um milagre .
É como uma auto-desculpa para nunca sair de sua ” zona de acomodação “: ” Toda pessoa bem sucedida não presta , rouba ou passou a perna em alguém ” .
Assim como há rico ladrão também há pobre que rouba ( e nem sempre é por estava passando fome ) . Assim como há branco ladrão também há negro ladrão . O que diferencia as pessoas é a maneira de pensar .
Tem como trabalhar e se dar bem na vida sim , e não é errado correr atrás do bem estar de si mesmo pois VEJO NO TRABALHO UMA FERRAMENTA PARA ALCANÇAR MEUS SONHOS .
fabiano | 7/mai/2009 | Responder
Totalmente apoiado.
Palavras sábias e verdadeiras !
Parabéns pelo artigo.
Augusto Coutinho | 14/jul/2009 | Responder
O texto de inicio me pareceu muiito eficaz..mas depoiis me pareceu arcaico e preconceiituoso..
A autor foii infeliz em alguns dos seus comentáriios..isso fez com que a qualiidade do artigo se perdesse..de tudo pode-se dizer que podemos aproveitar 15 por cento.
Jayne | 28/jul/2009 | Responder
Então, Jayne, aproveite os 15% que você achou bom e seja feliz.
Julio Cezar | 28/jul/2009 | Responder
Não li todo artigo.. mas só pelo começo me é estranho… o trabalho sempre existiu, até antes da queda.. mas o suor e o sofrimento veio depois… antes da queda tinhamos o dever de cuidar da terra… e outras coisas… já existia o trabalho…
não continuei lendo, pois quando comecei fui ver os comentários… o que me fez decidir não ter.. e investir meu tempo em outras coisas…
Lucas Gullo | 14/set/2009 | Responder
Lucas, em primeiro lugar, obrigado pelo comentário.
Em segundo: Qual queda? Quem caiu? Você?
Em terceiro: o fato de alguma coisa existir há milênios não é um indicativo de que seja uma coisa boa. As guerras, por exemplo, existem desde o tempo que o homem morava nas cavernas, e isso não quer dizer que guerras são boas. O homem, quando olhou pela primeira vez para o céu e inventou a palavra “deus”, começou uma caminhada sem volta de exploração e dominação através do medo. Há quanto tempo o homem inventou os deuses? Não faço a mÃnima idéia! Mas a exploração, as guerras santas, o medo, a morte causada pelos fiéis aos infiés, pelos santos aos hereges começou ali, e até hoje é assim, e nem por isso é uma coisa boa.
Julio Cezar | 14/set/2009 | Responder
O Texto é muito bom sim Julio,esse povo que critica ai não tem capacidade pra fazer melhor e fica dando opinião pra quem tem.
Eu gostei do seu artigo e me foi muito útil.
Manda esse povo cata coquinho =D
RARARRARARRARARRARARRARARARRARARARRARARARRARA
Suzana | 24/fev/2010 | Responder
Texto preconceituoso? Racista? Ariano? Meu caro Paulo Henrique saia deste mundinho hipocrita que vive. Este texto é muito bom. Olha meu camarada dá um tempo e vai ‘Ócio Criativo’ onde o autor Domenico De Masi, demonstra sua insatisfação com o modelo social centrado na idolatria do trabalho. Para ele, o futuro pertence a quem sabe mesclar trabalho, estudos, atividades lúdicas e tempo livre.
José Mauro Silva | 1/mar/2010 | Responder
A LEI FO TRABALHO – O trabalho, queiramos ou não, é uma lei da Natureza e, por isso, o trabalho é uma necessidade imperiosa de que não nos convém furtar. A civilização, à medida que avança, conseqüentemente obriga o homem a mais trabalho, já que os tempos modernos aumentam as nossas necessidades e aumentam, conseqüentemente, os nossos prazeres.
Não devemos entender, porém que o trabalho seja tão só o das ocupações profissionais que nos asseguram o equilÃbrio psÃquico e os prazeres do corpo fÃsico. O nosso EspÃrito, em si, deverá trabalhar tanto quanto o nosso próprio corpo fÃsico, sabendo-se que toda ocupação útil é uma atividade necessária para o nosso próprio equilÃbrio espiritual. E toda ocupação útil é trabalho. É isso que muitos que leram o artigo não entendeu. Noel Rosa vivia na atividade da boemia e de fazer musica, vão me dizer senhores puritanos que náo é trabalho? A visão igrejeira da queda da fábula de Adão e Eva q viu no trabalho um castigo de Deus aos homens. Evoluam senhores.
José Mauro Silva | 1/mar/2010 | Responder
Buenas Senhores ;;Parece que todos temos vivido em partes, e o nosso conhecimento tambem. A diversidade da existencia é tanta que nem mesmo nosso pensamento será um dia completo. Em todos os comentarios encontramos razão e suposição. Obviamete o trabalho é arduo, mas não obrigatorio. Não é um castigo, mas uma consequencia. Sem ele a semente não da frutos, sem os frutos não á crescimento e evolução. Vida é movimento e crescimento. O tempo compõe o trabalho para manter a vida e o ócio para o descanço. Todo texto fora do contexto é um pretexto. O contexto da criação revela a decadencia humana , mas tambem a restauração de tudo. Mesmo apos a restauração tanto o trabalho como o ócio, creio que continuará. Porem sem qualquer fardo para carregar. Quanto mais nos aproximamos do contexto, mais percebemos o auto-engano dos pretextos. A ciencia ou a psicologia descrevem fatos depois de acontecerem. Como se dá então confirmar os fatos que acontecem hoje , que foram escritos a milhares de anos atrás? Em qualquer atividade que escolhermos podemos usar o trabalho para viver e o ócio para conhecer. Mas na hora da mesa, que seja para todos. GRATO.
Joao rodrigues | 15/mar/2010 | Responder
Sou a favor à crÃtica à lógica do trabalho, mas o texto é bem limitado. Parece que o autor não considera a atividade intelectual como trabalho.
hugo | 13/abr/2010 | Responder
Trabalho dignifica, passar no vestibular por exemplo requer do vestibulando passar horas e horas com a bunda na carteira estudando a mesma coisa, é o trabalho “duro”, semelhante ao cabo de uma enxada… Bill Gates ao ficar noites em claro na frente do pc também estava pegando no cabo de uma “picareta”
Enfim, o texto foi muito bem estruturado pecando somente na conclusão…
Ãtalo André Ferrari | 23/abr/2010 | Responder
Indico a todos que leiam o livro “As maiores lutas da sua vida” – Colin Smith
Vai esclarecer muitas dúvidas.
Abração a todos
Eduardo Henrique | 15/mai/2010 | Responder